Governo e servidores assinam reajuste de 17,5% no auxílio-alimentação

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O governo federal e as entidades representativas do serviço público assinaram nesta quinta-feira (6/11) um acordo que assegura um reajuste de 17,5% no auxílio-alimentação dos servidores públicos federais. O novo valor será pago ainda em 2025. Apesar do consenso, lideranças sindicais afirmaram que continuarão na luta pela melhoria do valor em 2026.

Com o novo reajuste, o auxílio-alimentação sobe de R$ 1 mil para R$ 1.175. Seu impacto de R$ 1,1 bilhão está previsto no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026, já enviado ao Congresso Nacional.

Assistência à saúde suplementar

Também foi acordado o reajuste da assistência à saúde suplementar e do auxílio pré-escolar em abril de 2026, com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referente ao período de maio de 2024 a abril de 2026.

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— Este reajuste de 17,5% no auxílio-alimentação reforça a política de recomposição dos benefícios e o compromisso do governo com a valorização do serviço público — afirmou o secretário de Relações de Trabalho (SRT) do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), José Lopes Feijóo.

O presidente do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), Rudinei Marques, cobrou que o reajuste seja estendido aos servidores aposentados, “porque eles também precisam se alimentar”, e afirmou que o sindicato “continuará na luta pela melhoria dos valores em 2026, em especial do per capita saúde”.

Fizemos um pedido especial para a melhoria do per capita saúde, (porque) o reajuste previsto para abril de 2026, da inflação acumulada desde a última recomposição, é insuficiente para que os servidores arquem com seus planos de saúde, assim como cobramos um reajuste emergencial do valor das diárias e o atendimento integral dos acordos assinados em 2024 que ainda não foram honrados pelo governo — disse Marques em vídeo publicado nas redes do Fonacate.

No fim de outubro, o fórum apresentou sua contraproposta de 35% sobre o valor atual do benefício, de R$ 1 mil. O sindicato pedia que o reajuste do auxílio-alimentação, no valor de R$ 350 a mais, fosse feito em duas parcelas, ou seja, R$ 175 em dezembro deste ano e R$ 175 em abril de 2026.

O sindicato também pediu reajuste de 20% para o auxílio pré-escolar, a ser pago em abril de 2026, além de reajuste de 30% em relação à assistência à saúde complementar, também a ser pago a partir de abril de 2026.

Fonte: Gov.br
Publicado em: 13 de novembro de 2025

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