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Bolsonaro põe general na GEAP

105136749 Bolsonaro Equipe Agbr

Graduado em Administração e Logística, pela Academia Militar das Agulhas Negras (1981) e Mestre em Administração pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (2003). Tem experiência na área de Logística, Transporte, Gestão pela Qualidade e Gerenciamento de sistemas. O general Ricardo Marques Figueiredo, (como general de Divisão, chegou a Subsecretário de Economia e Finanças o Exército), tomou posse como diretor-executivo da GEAP, com ordem de fazer uma faxina para “despetizar” à entidade que já teve 750 mil participantes e hoje conta com um pouco mais de 455 mil, graças aos desmandos políticos, gerenciais e administrativos.

A GEAP movimenta R$ 7 bi sendo R$ 3,5 bi em receitas e R$ 3,5 bi em despesas e segue sendo a maior empresa de autogestão em saúde do país.

No governo Temer, sob o domínio do ex-ministro Elizeu Padilha, que tomou de assalto a GEAP, logo nos primeiros dias, designando os dirigentes e entregando o comando ao PP. “A GEAP só andou para trás”.

Tememos por seu futuro e clamamos ao governo para que ela não fosse extinta. Dificilmente seria privatizada, por falta de compradores e haveria problema se a clientela fosse transferida a outra empresa. Muitos dos participantes não teriam condições de pagar o preço cobrado pelos preços privados. Os sucessivos aumentos esvaziaram a GEAP. Não custa lembrar que os servidores públicos não têm tido reajustes nos seus vencimentos. A GEAP “tem mais de mil participantes com idade superior a 90 anos”.

Representantes da classe lembraram que há anos o governo não reajusta o que se chama o “per capta”dos Servidores Públicos, que é uma contribuição simbólica a título de assistência à saúde do servidor, que o governo solenemente descumpre. Os servidores têm pago as contribuições arbitradas pela ANS e, além disso estão submetidos ao programa de co-financiamento da assistência através dos exames laboratoriais.

Assinalaram tbm que o general Ricardo Marques Figueiredo vai encontrar uma instituição instalada nas capitais e sem nenhuma presença nas grandes cidades do interior onde residem muitos servidores. Além do que não tem unidades próprias de atendimento nem ambulatorial, nem hospitalar nem de exames clínicos. Por força de “gestão política” a rede é precária em muitas especialidades e muitos hospitais e clinicas rejeitam o credenciamento por não pagar propina.

Publicado em: 10 de abril de 2019

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